quinta-feira, 7 de julho de 2011

Teia intrínseca

Olá, defensores da vida!

Estava revirando alguns materiais de educação ambiental no local onde trabalho e achei esse texto, incrivelmente sensível e esclarecedor sobre um animal que muita gente diz ter asco. Aos que pensam assim, saibam que na natureza nada existe em vão. Todos fazemos parte de uma teia intrínseca, dependemos uns dos outros em graus que nem imaginamos, desde os seres microscópicos até os maiores mamíferos.
Então, leiam, reflitam e tirem suas conclusões. Que o nosso amigo urubu (e que amigo!) leve-os a perceber a importância de todos os seres em todas as instâncias da vida.

Um abraço,

Lilian Oliveira


Os direitos do urubu
Por Lélio Costa e Silva




As vozes da natureza mandam dizer que não sou eu o símbolo do azar.

Quero continuar a remexer a cabeça nua das carnes putrefatas, executando a minha tarefa biológica, mas anseio também ser entendido como uma ave super higiênica, integrante do final das cadeias alimentares.

Quero continuar a por meus ovos nos buracos e pedras dos morros, mas não desejo ver meus filhotes apedrejados e mal vistos pela espécie humana.

Quero abrir as asas ao Sol e voar em espiral como os meus companheiros e mostrar que a minha plumagem pode ter o mesmo esplendor das outras aves irmãs.

Quero dispensar do meu desjejum as carcaças contaminadas pelos venenos acumulados, espalhados pela humanidade, verdadeiras bombas de efeito retardado, que ameaçam a minha vida e a de todo o planeta.

Quero considerar a vergonha e o constrangimento das pessoas com a minha presença em frente às suas casas, "todo urubu tem que ir onde o lixo está".

Quero entender essa ecologia urbana, onde o lixo se acumula cada vez mais em lotes, ruas, praças e margens de rios aumentando excessivamente o meu trabalho.

Finalmente, agradeço os adjetivos concedidos à minha espécie: lixeiro da natureza, sarcófago alado, inspetor do lixo, necrófago...

E, em nome de uma possível linguagem universal, deixo aqui o meu último pedido: pelo trabalho dobrado e pelo risco de morte, quero também receber as minhas honras extras e o meu adicional de insalubridade.

Atenciosamente,

Sr. Urubu









domingo, 18 de abril de 2010

UHE Belo Monte - Habilidade: atropelo!


      O martelo do leilão da licitação para a construção da UHE Belo Monte poderá ser batido ainda este mês. Nessa novela, que começou a ser escrita há mais de 30 anos, os mais prejudicados não foram consultados. Pesquisando mais sobre o assunto, encontrei esse documento escrito em nome de pessoas que vivem na região do Xingu e que já imaginam suas vidas, suas culturas profundamente alteradas por mais essa demonstração de ganância protagonizada pelos nossos governantes.

      E quem ganha com Belo Monte? Dizem que o Brasil todo, mas no fundo, no fundo, essa história poderia ter outro começo e consequentemente outro fim se nosso Governo se preocupasse realmente com a sustentabilidade, com novas fontes de obtenção de energia, as quais sabemos ser possível. Porém, os lucros falam sempre mais alto.

      Perceberam? Só falei de seres humanos, ninguém se preocupa em questionar a natureza como um todo. Vale aqui uma frase irônica: "Ela está aqui para nos servir."
Vamos à carta:


Nós, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, vimos manifestar nosso repúdio e nossa indignação contra a liberação da licença prévia da UHE Belo Monte, e denunciar o descaso dos órgãos governamentais envolvidos na implantação desta usina, para com o cumprimento das leis que regem esse país, a democracia e o respeito dos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs brasileiros. No dia 01 de fevereiro de 2010, aqueles que em tese nos representam, ao assinar a famigerada licença, comprometeram o futuro dos povos desta região e de nosso patrimônio maior, o rio Xingu.

Nós, moradores dos travessões da transamazônica, das margens do Xingu e de seus afluentes, das reservas extrativistas e terras indígenas, das áreas rurais e das cidades desta região, construímos nossas vidas ao longo de décadas, com tanto amor, suor e dedicação, em torno do rio Xingu, o coração de nossa região e de nossas comunidades. Organizamos nossas vidas em torno deste rio que sempre foi fonte de vida, muitas vezes a única via interligando nossas comunidades, caminho principal para nossas terras, nossas escolas, nossos cemitérios e sítios sagrados, porta de entrada para o resto do mundo. Nós que temos uma relação de amor e respeito pelo rio, pela vida e pelos povos, não assistiremos de braços cruzados aos desmandos daqueles, que desde Brasília, se crêem legitimamente empoderados para decidir o futuro de nossa região, sem nos consultar, sem nos ouvir, sem nos respeitar e alguns sem ter jamais colocado os pés em nossa região.

Questionamos a atuação dos órgãos governamentais de controle e ambiental no desenrolar desse processo. Denunciamos a rapidez e o atropelo que marcaram as diversas etapas do licenciamento ambiental de Belo Monte e a falta de transparência com a omissão de diversos documentos que deveriam por lei estar disponíveis para a sociedade através do site do IBAMA. Afirmamos mais uma vez, que não fomos devidamente consultados e ouvidos durante o processo, apesar de termos requerido novas audiências públicas e oitivas indígenas junto a diversos órgãos. E ficamos extremamente preocupados com a irresponsabilidade daqueles que concederam esta licença prévia: será possível que as graves lacunas identificadas pela equipe de analistas ambientais nas conclusões do Parecer Técnico do IBAMA no. 114/2009, do dia 23 de novembro de 2009, foram inteiramente sanadas em apenas dois meses, de forma a que este mesmo órgão ateste a viabilidade da obra no dia 01 de fevereiro de 2010?

Não assistiremos passivamente a transformação de nosso território em um imenso canteiro de obras para a construção de uma usina, que não produzirá 11.000 mW (e sim 4.000 mW de energia média!), nem energia barata (as tarifas energéticas no estado do Pará estando entre as mais altas do país!), muito menos limpa (aqui sentiremos para sempre danos socioambientais irreversíveis) e certamente não para este Estado! Nem o rio Xingu, nem nossas vidas estão à venda e portanto não aceitaremos a implantação de uma usina que somente beneficiará o capital das grandes empreiteiras, mineradoras, indústrias siderúrgicas nacionais e estrangeiras.

Somos povos combativos e há 20 anos resistimos à esse projeto. Saibam que nossa luta continua, que a aliança entre os povos da região se fortalece a cada novo desafio, que nossa causa vem conquistando novos aliados à cada dia, ganhando uma dimensão que não conhece fronteiras.

Diante disso, afirmamos que caso a usina de Belo Monte venha a ser executada, todas as desgraças e mazelas oriundas deste projeto estão creditadas na conta de todos aqueles que, em desrespeito à todos os povos da Bacia do Xingu, compactuaram com essa tragédia.

Movimento Xingu Vivo para Sempre!





quarta-feira, 31 de março de 2010

Praia VS Lixo, não praia E lixo!

Tá confuso?! Então leia o texto abaixo...

        Incrível! Estive no início deste ano em uma praia super badalada do litoral fluminense e, qual não foi minha indignação ao me deparar com tanto lixo nas areias, quem a conhece vai identificar na foto, e apenas fotografei uma área da praia, tinha objetos na orla toda. O mais curioso é que essa praia é frequentada, principalmente, por pessoas de classe alta, mas a verdade é que consciência não escolhe classe, e o fato é que a tal consciência ambiental e a educação passaram longe dessa linda praia nesse verão.

Essa praia é só uma dentre várias que sofrem a mesma agressão nesse país e em muitos outros por aí, coloco aqui somente o que vejo porque passa o que sinto quando testemunho cenas assim.

        Fico pensando em que essas pessoas pensam ao deixarem esses objetos nas praias... Torço pra que ninguém pense que vão simplesmte desaparecer! Para os mais curiosos, sujiro uma breve pesquisa: digitem no Google "oceano de plástico" e vão descobrir o destino dessas "belezinhas" e os estragos que elas andam causando  por aí.

Aqui podemos ver que alguém pensou em levar uma sacola e colocar seu lixo nela, mas por que a deixou na areia?

        A questão não é ter ou não lixeiras suficientes disponíveis, mas sim a consciência de que se "eu sujei, produzi lixo, tenho que limpar, é minha responsabilidade". É fato, a natureza não produz lixo, tudo o que ela produz é reaproveitado e transformado, nós é que o inventamos.

        Foi a visão de um lixão, pra não dizer "foi a visão do inferno"! Levar um saco de lixo para a praia não dói nadinha e com certeza nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos e etc., vão agradecer e muito por terem a oportunidade de ainda poderem se banhar nesses paraísos. Porém, não "esqueçam" o mesmo na areia!

Pensem nisso.

Dica de leitura: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_272127.shtml

sábado, 12 de dezembro de 2009

"Sou rei!"


"A natureza sempre encontra um caminho." 
(frase dita por um personagem do filme Jurassic Park I)


Como uma curiosa inveterada, principalmente no que diz respeito às formas de vida que existiram e existem no nosso planeta, alguns de meus filmes prediletos foram Jurassic Park I e II (mas é bom ignorar os excessos contidos). Mas o que quero mesmo aproveitar desse filme aqui, é a frase escrita como subtítulo, dita pelo personagem criador do parque dos dinossauros ao constatar que os animais estavam se reproduzindo na natureza mesmo sendo do mesmo sexo. E, hoje, ao receber um e-mail, essa foi a frase que surgiu em minha mente.



A ganância pelo progresso econômico não permite à humanidade enxergar as consequências de seus atos, ou pelos menos é o que parece. Numa batalha desigual, o ser humano destrói os recursos naturais insanamente e segue condenando sua própria sobrevivência.


A foto ao lado, feita pelo fotógrafo amador Leandro Barcellos, é um espécime da árvore símbolo do Brasil, o Ipê Amarelo. Você deve estar se perguntando se não seria um poste. Sim, é um poste, mas é uma árvore... Entendeu?! Ops! Vamos lá!


O Ipê foi cortado e transformado em poste para suporte da rede elétrica em Porto Velho, capital de Rondônia. O que ninguém contava é que, mesmo depois de toda a violência humana, do poder destruidor de uma motosserra, o rei se rebelaria contra a condenação injusta, se muniria de novas raízes e voltaria a reinar absoluto com a característica peculiar que lhe deu o honroso título, suas flores amarelas imponentes.


Considerando seu ato guerreiro, decidiram transferir a rede elétrica para um poste de concreto instalado ao lado, deixando o Ipê reinar livre dos fios.


Assim é a natureza, pode demorar a responder às nossas ações, mas não falha. Às vezes, é imediata, intrigante ou mesmo desafiadora. O que precisamos é saber interpretá-la e o mais importante, entender que não somos os protagonistas, fazemos parte de um time de coadjuvantes totalmente dependente dela.


Abraços.


domingo, 11 de outubro de 2009

O Projeto de Lei 4548/98, uma falta de consideração à vida!


"Julga-se a grandeza de uma nação pelo modo com que seus animais são tratados." (Mahatma Gandhi)


Já ouviu aquela canção que começa mais ou menos assim: "A magia está no a-ar, vejo fogo na are-e-na. Um cavalo a sela-ar, isso é coisa de cine-e-ma..."?

Então, agora pare e pense: onde está a magia?

É, e parece mesmo coisa de cinema, tanto que os bastidores de um rodeio poucos conhecem e só percebem a grande produção, todos ficam eufóricos quando começam os fogos!

O fato é que muitas pessoas amam esse tipo de entretenimento onde animais são vítimas de falta de respeito e violência camufladas pela cultura e muita "animação". Talvez, se tivessem o abdomen pressionado por alguns minutos eternos como os animais de rodeio ou se fossem laçadas, puxadas bruscamente e arrastadas, quem sabe perderiam todo o encanto por tal diversão? Isso porque não viram as feridas que se abrem nas virilhas de touros e cavalos com as constantes fricções das fivelas, sem falar de outros tipos de maus tratos. Seja corajoso, procure vídeos, assista, coloque-se no lugar deles e reflita...






Continuando...

E quem ainda não assistiu às rinhas ou já ouviu falar delas? Farra do boi? Maus tratos a animais domésticos ou domesticados?

Pois é, pra quem ainda não sabe, um "amigão" dos animais, o Sr. Deputado José Thomaz Nono (PSDB/AL), propôs uma mudança no artigo 32 da Lei 9.605 que exclui das sanções penais a prática de atividades abusivas com animais domésticos ou domesticado. Se esse projeto de lei for aprovado esses abusos acima descritos (infelizmente o rodeio ainda é legal, desde que não haja nenhum tipo de maus tratos) deixarão de ser crime, esses animais poderão ser tratados com toda a crueldade e as autoridades não poderão tomar nenhuma providência.

Não podemos permitir tal atrocidade, existem meios de barrar esse projeto e temos ferramentas ativas para isso. O link abaixo é de uma petição contra tal projeto, assinem, não custa nada:


Ou ligue para a Câmara Federal através do 0800-619619 e diga que é contra o PL 4548/98. Você só perderá alguns minutos de seu tempo e em troca estará zelando pela vida de seres que não podem se defender.

Abraço,

Lily Oliver


sábado, 25 de outubro de 2008

Aumenta o ritmo do desmatamento na Amazônia




A cor amarela corresponde à área desmatada (fonte: INPE)


O desmatamento na Amazônia voltou a subir em agosto, afirma o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), 756,7 quilômetros quadrados de floresta foram destruídos no período - índice três vezes maior do que o registrado em agosto de 2007.O Pará voltou a ser o Estado que mais destroi a Amazônia, com 435 quilômetros quadrados de florestas derrubados, seguido por Mato Grosso, com 229 quilômetros quadrados desmatados. Para o Greenpeace, esse desmatamento está ligado à diminuição da presença da fiscalização nos últimos meses na região.

Então, o que você pensa fazer, não como brasileiro, mas, acima de tudo, como terráqueo?

Na semana passada assisti a uma palestra sobre essa imensidão verde, que abriga aproximadamente 80% da biodiversidade do planeta. Ao final, saí do auditório com um sentimento de impotência misturado a uma agústia enorme, tudo isso porque fiquei pensando na destruição total (completamente possível, já que sua degradação está muito acelarada) desse berço da vida. Esse sentimento não passou, mas sim foi aumentado quando cheguei à conclusão de que o problema tem foco em um sistema que dita a sobrevivência humana, e agora de plantas e de animais não humanos, na Terra: o capitalismo. A ganância da humanidade por dinheiro é destruidora, se eu pensar que o capitalismo ruirá um dia, a minha esperança na preservação, não só da Amazônia como também de vários outros ecossistemas, torna proporções bem diferentes da que tenho hoje, do contrário, só me resta lutar com o "pouco" que tenho: minha consciência.

A questão fica para aqueles que enxergam através dessa venda capitalista. Pensem, tentem agir enquanto é tempo, façam sua parte.

domingo, 17 de agosto de 2008

Rhea americana

Até onde vai nosso poder de subjugar a vida, a liberdade?

Do lado de lá de grades, gaiolas, muros e vidros estão eles, as estrelas, aqueles cuja existência parece não ser um prazer, mas apenas serventia de entretenimento para os seres e os filhos desses seres que se dizem humanos, a grande espécie Homo sapiens (homem sábio?!) que parece nada saber sobre cuidado, compaixão e respeito.

Lá, onde vários tipos de ruídos se misturam, ouvem-se risos, bramidos, rugidos, piados, ganidos, gorjeados desesperados de araras que se lançam em cheio às grades de suas “imensas” gaiolas, talvez numa tentativa de tornar breve uma vida sem livre-arbítrio.

Um lugar onde pingüins são mantidos em um ambiente longe de se parecer com seu hábitat natural, onde a artificialidade de um aparelho de ar condicionado lhes dá a falsa sensação do clima de sua terra natal.

E lá estavam, também, dezenas de pais esperando na fila para comprar seus ingressos com seus filhos afoitos por verem os animaizinhos vistos no “Animal Planet” e nos desenhos animados, ao vivo, mas com algumas diferenças básicas: esses não falam, não usam roupas, não vão aos lugares que desejam (somente até onde as paredes, grades e vidros lhes permitem), não podem caçar, correr, voar, migrar, etc., etc., etc...

Foi nesse lugar, mas em um ambiente externo ao Zoo, em um regime chamado de semi-liberdade (um tipo de eufemismo para prisão) que a vi: uma linda representante da espécie Rhea americana, que todos nós conhecemos como ema, a maior ave brasileira, que diga-se de passagem, já está extinta em algumas áreas do nordeste brasileiro.

Lá estava ela, como já disse, do lado de lá de uma grade forte e alta, ornamentada por uma tela fina de arame que pouco a permitia colocar seu pescoço para o lado de fora. Ela era curiosa, veio até onde eu estava, ficou olhando pra mim e eu pra ela, teria me permitido um toque se eu ousasse, mas não quis invadir seu espaço, preferi ficar observando seus movimentos graciosos. Várias pessoas chegaram ali também, comentaram, observaram e se foram, eu continuei lá e me atrevi a tirar uma foto (a do início da página), estava muito perto dela. Mas de repente, numa fração de segundo, a ema se transformou. Voltou-se violentamente para a lateral da grade, que dava pra uma rua dentro do parque, investindo fortes bicadas contra a tela de arame, suas asas estavam abertas, queria aumentar seus tamanho para assustar um ser que se movia na sua direção. O ser era uma moça, guarda do parque, usava um uniforme azul e trazia na mão um bastão de madeira. Quanto mais ela se aproximava, mais a ema reagia com violência. A moça até tentou ser dócil, mas a Rhea americana não baixou a guarda, a acompanhou por toda a lateral da grade, até que a mesma desaparecesse de seu campo de visão.

Enquanto permaneci no parque pude ver, embora de longe, a ema estressada, com o olhar atento a qualquer movimento do outro lado da grade, andando de um lado para o outro, na mesma lateral, parecia esperar o retorno do ser de uniforme azul...

Qual será a relação do seu comportamento com o uniforme? Foi o que fiquei pensando. Sim, porque antes do incidente, várias pessoas chegaram perto da grade e ela permaneceu calma...

Se esses animais pudessem falar, talvez nos contariam sobre sua vida, seus dias, suas noites, seus filhotes não concebidos, sobre a privação de seus extintos básicos como voar, correr, caçar, migrar...

Falariam sobre seus medos, sobre os seres de uniformes azuis, vermelhos, amarelos, verdes, brancos...

Talvez só assim aprenderíamos sobre respeito, compaixão e cuidado...
Lily Oliver